segunda-feira, 30 de abril de 2007

Quadrinhos / Filmes





Por: Marcus Toledo


O mundo dos quadrinhos nunca esteve tão participativo na mídia quanto está hoje. Com a ascensão da tecnologia gráfica, praticamente todas as histórias em quadrinhos (em especial a de super-heróis) tem potencial para ter a sua versão cinematográfica. No passado já tivemos alguns filmes baseados em histórias em quadrinhos, mas a tecnologia da(s) época(s) não proporcionava(m) a fidelidade necessária para se tornar um verdadeiro sucesso.

Hoje a história é completamente diferente. Com o mundo dos efeitos especiais terem conquistado um espaço na mídia a ponto de ser algo necessário em um filme de grandes proporções e com a sua evolução técnologica exponencial, a barreira finalmente foi quebrada em meados do novo século com Blade (1998) e X-Men (2000). O mundo estava preparado para o novo nicho de mercado cinematográfico.


No segundo semestre de 2001 estava em exibição nos cinemas o primeiro trailler de Homem-Aranha (Spider-Man) onde mostra um grande helicóptero sendo preso por uma teia gigante feita de uma ponta à outra no World Trade Center. No entanto após os atentados de 11 de Setembro, foi decidido que esta cena seria cortada do filme. Pode parecer cruel mas provavelmente um dos motivos da popularidade dos filmes de super-heróis tenha sido o próprio atentado de 11/9.

Após o ataque terrorista mais marcante dos EUA, a população se sentiu frágil e desprotegida. Como os filmes americanos representam uma boa parte de sua divulgação nos outros países e no próprio Estados Unidos, foi quase que "desejado" que os super-heróis existissem de verdade. Com isso e com o novo acervo tecnológco concedido ao cinema foi apenas a questão de um passo para a criação de super heróis, existentes apenas nos quadrinhos para os filmes, de maneira tão real que poderia dizer "nossa, realmente ele existe", principalmente os existentes em Nova York (Homem-Aranha, Demolidor, X-Men, Elektra, Quarteto Fantástico, etc) .


Com esse novo mercado disponível praticamente todos os quadrinhos (famosos e não famosos) estão fadados a terem uma versão de suas histórias convertidas em filmes, algo que é muito bom para o universo das HQ's, Mangás, Livros como O Senhor dos Anéis e Harry Potter entre outros que podem representar essa mídia que está em sua segunda Era de Ouro.

Flow ae!

domingo, 29 de abril de 2007

Domingo de Conto










por Danilo Cecconi




Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira do Mato Dentro - MG, em 31 de outubro de 1902. De uma família de fazendeiros em decadência, estudou na cidade de Belo Horizonte e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo RJ, de onde foi expulso por "insubordinação mental". De novo em Belo Horizonte, começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, que aglutinava os adeptos locais do incipiente movimento modernista mineiro.Ante a insistência familiar para que obtivesse um diploma, formou-se em farmácia na cidade de Ouro Preto em 1925.

Fundou com outros escritores A Revista, que, apesar da vida breve, foi importante veículo de afirmação do modernismo em Minas. Ingressou no serviço público e, em 1934, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação, até 1945. Passou depois a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no Jornal do Brasil.O modernismo não chega a ser dominante nem mesmo nos primeiros livros de Drummond, Alguma poesia (1930) e Brejo das almas (1934), em que o poema-piada e a descontração sintática pareceriam revelar o contrário. A dominante é a individualidade do autor, poeta da ordem e da consolidação, ainda que sempre, e fecundamente, contraditórias. Torturado pelo passado, assombrado com o futuro, ele se detém num presente dilacerado por este e por aquele, testemunha lúcida de si mesmo e do transcurso dos homens, de um ponto de vista melancólico e cético. Mas, enquanto ironiza os costumes e a sociedade, asperamente satírico em seu amargor e desencanto, entrega-se com empenho e requinte construtivo à comunicação estética desse modo de ser e estar.Vem daí o rigor, que beira a obsessão.

O poeta trabalha sobretudo com o tempo, em sua cintilação cotidiana e subjetiva, no que destila do corrosivo. Em Sentimento do mundo (1940), em José (1942) e sobretudo em A rosa do povo (1945), Drummond lançou-se ao encontro da história contemporânea e da experiência coletiva, participando, solidarizando-se social e politicamente, descobrindo na luta a explicitação de sua mais íntima apreensão para com a vida como um todo.

A surpreendente sucessão de obras-primas, nesses livros, indica a plena maturidade do poeta, mantida sempre.Várias obras do poeta foram traduzidas para o espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, sueco, tcheco e outras línguas. Drummond foi seguramente, por muitas décadas, o poeta mais influente da literatura brasileira em seu tempo, tendo também publicado diversos livros em prosa.Em mão contrária traduziu os seguintes autores estrangeiros: Balzac (Les Paysans, 1845; Os camponeses), Choderlos de Laclos (Les Liaisons dangereuses, 1782; As relações perigosas), Marcel Proust (La Fugitive, 1925; A fugitiva), García Lorca (Doña Rosita, la soltera o el lenguaje de las flores, 1935; Dona Rosita, a solteira), François Mauriac (Thérèse Desqueyroux, 1927; Uma gota de veneno) e Molière (Les Fourberies de Scapin, 1677; Artimanhas de Scapino).

Alvo de admiração irrestrita, tanto pela obra quanto pelo seu comportamento como escritor, Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro RJ, no dia 17 de agosto de 1987, poucos dias após a morte de sua filha única, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade.


(...) Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.
Ficou um pouco de tudo
no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.
(...) E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.

(Resíduo)

sábado, 28 de abril de 2007

Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band








Por Jonas Souza




Em 1º de junho será comemorado os 40 anos do lançamento do álbum "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", disco dos Beatles que transformou em linguagem global a revolução do amor e o otimismo do esplendor criativo da psicodelia dos anos 60, graças a um milagre de inspiração que concentrou numa única obra a liberdade musical, técnicas revolucionárias de gravação e uma abertura coerente em direção a novos horizontes musicais.

Considerado como o ápice da carreira dos Beatles, 'Sgt Pepper´s Lonely Hearts Club Band' partiu de uma idéia de Paul McCartney em gravar um disco conceitual, em que os próprios Beatles emprestariam seu talento e sua imagem à uma banda fictícia - 'A banda do sargento Pimenta' (Sgt. Pepper). Hoje parece loucura, mas em 1967, o ano do 'Summer of Love', dos hippies, do LSD essas 'viagens' eram normais... e muito do que aconteceu neste ano se deve ao lançamento deste disco.

'Sgt Pepper´s' foi o primeiro disco dos Beatles a ser gravado com tempo... e calma. Em 1966 o grupo havia decidido a não fazer mais turnês, e a partir da 2ª metade deste mesmo ano, todos tiraram férias e não lançariam o 2º disco do ano, o subsequente ao "Revolver". Em vez disso, resolveram trabalhar com calma no que seria o 'Sgt Pepper's'.
As gravações começaram em Dezembro de 1966 e só terminariam em Abril de 1967. Além de todas as músicas do álbum, mais 3 foram gravadas. 'Strawberry Fields Forever', 'Penny Lane' e 'Only a Northen Song'. 'Strawberry Fields' e 'Penny Lane' foram lançadas como um single e não foram incluídas no disco. Já 'Only a Northern Song' só foi lançada na trilha de 'Yellow Submarine'.


A capa do disco é também um caso a parte. Vindo de uma idéia de Paul McCartney, mostra os Beatles vestidos com roupas militares, e com um novo visual - todos de bigodes, sob o conceito de que eles são a banda do Sgt. Pepper. Ao fundo, inúmeros rostos famosos escolhidos a dedo por eles, como Bob Dylan, Tony Curtis, Marilyn Monroe, Marlene Dietrich e o Gordo e o Magro. A figura de cera dos Beatles foi tomada emprestada do museu de Madame Tussaud. Peter Blake, um artista plástico tomou cargo da montagem do cenário e Wendy Moger teve a árdua tarefa de pegar autorização das celebridades para deixarem usar sua imagem na capa do disco. "Sgt Pepper's" foi pioneiro em ser um dos primeiros discos a conter as letras das músicas impressas (isso era raro na época por causa dos direitos autorais). Também conteve um colorido protetor de papel para o vinil, e um brinde com várias figuras para serem recortadas, inclusive um bigode de papelão.

Foi também exaustivamente dissecado durante a história de que Paul McCartney havia morrido, e além de várias trucagens de estúdio, conteve ainda uma homenagem aos amigos caninos: uma frequência tão alta no final do disco, que só os cães poderiam ouvi-la.

Talvez o disco não contenha um grande número de hits como Help! ou A Hard Day´s Night, mas o disco é o que é pela concepção. O disco todo foi feito em cima de um conceito e várias faixas são coladas, sem interrupção, fazendo dele talvez o primeiro disco progressivo de rock e o mais importante de toda a história do Rock.

Divisor de águas da música pop, nada seria igual, antes ou depois de 'Pepper' - até os Rolling Stones se apressaram em copiá-lo. E o mais fantástico de tudo é que todo o álbum foi gravado em apenas 4 canais ( hoje se usam até 72... sem os mesmos resultados ). Óbviamente além do talento de John, Paul, George e Ringo, muito se deve ao trabalho de George Martin.. "Sgt Pepper´s" foi um salto na indústria fonográfica. Nenhum disco venderia naquela época tanto quanto ele. Chegou ao 1º lugar nas paradas inglesas em 31 de Maio, ficando aí por 22 semanas. Nada mal para um grupo que dizia-se estar em decadência por parar de fazer turnês.

John Lennon disse uma vez que antes de Elvis não existia nada. Depois desse album, depois dos Beatles... tudo era simplemente possível.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Route of All Evil Tour - Aerosmith - 12/04/2007





por Jonas Souza

Meio atrasado, mas antes tarde do que nunca, sai uma pequena opinião do que foi o show do Aerosmith para mim.




O Aerosmith veio ao país com a turnê "Route of All Evil". Além do vocalista Steven Tyler, fazem parte da banda os guitarristas Joe Perry e Brás Whitford, o baixista Tom Hamilton e o baterista Joey Kramer. A banda de abertura foi o Velvet Revolver de três ex-Guns ‘n’ Roses sendo o mais notório o genial guitarrista Slash. As primeiras informações dizem respeito a compra de ingressos, que pelo menos para nós não foi bem simples (não pegamos nem fila). A meia entrada acabou dois dias depois que começou as vendas, um tempo bem maior do que por exemplo, a loucura que foi a vinda do U2 aqui no ano passado.

O próximo passo foi à fila para entrar no estádio do Morumbi, onde aconteceu o show. Cheguei às 10h da manhã e após uma pequena procura para descobrir qual seria a fila que deveria ficar me recostei próximo a um muro e lá fiquei até meus amigos chegarem. Fiquei meio espantado, pois a fila não estava tão grande quanto eu imaginava. Às 17h os portões se abriram revelando o palco e toda a estrutura montada para o show. Meus amigos e eu corremos como doidos para pegar um bom lugar e quando lá chegamos, não acreditamos o quão perto estávamos do palco e conseqüentemente dos artistas quando eles começassem a se apresentar. O que não sabíamos era da nova espera que teríamos que agüentar.

Em pé milhares de pessoas começaram a esperar o show, passando calor, sede, fome, e cansaço... Muito cansaço, até porque algumas pessoas tinham passado a noite à beira do estádio para ver esse show. Às 20:30h começou a garoar para o prazer de todos que com isso, poderiam se refrescar e “beber água”. O que ninguém esperava era que com a chuva começassem a desmontar os aparatos do show. Afinal, o palco era coberto! Uma vaia sonora foi seguida a isso.

Às 22h, depois de cinco horas de espera em pé começa o show de abertura do Velvet Revolver. Pessoalmente, não gostei muito, só valeu pelo Slash, até porque eu não conheço muito essa banda.

Ao final do show do Velvet uma nova espera e finalmente, aos primeiros acordes de “Love in Elevator” o Aerosmith começa a tocar. O aperto absurdo aumentou (nunca mais reclamo da quanto estiver na estação de metrô Sé). Durante cerca de uma hora e meia a banda tocou sucessos da sua carreira, como "Sweet Emotion", "Janie's Got a Gun", "Walk This Way", "Livin' on the Edge", "Cryin" e "Dream On", entre outras, além de algumas novas canções.

Para mim o ponto alto foi com “Janie’s...” e “Livin’on...” que são as minhas favoritas da banda e vieram em seguida. A performance de palco deles é assombrosa e Steven Tyler é onipresente. Esboçando palavras em português, chamou o público para si e obteve uma resposta positivissíma. Principalmente quando tocou I Don't Want To Miss A Thing, grande vedete da noite, pois é a famosa musica da trilha sonora do filme Armageddon.

Em suma ótimo show, valeu a pena passar por tudo e tomara que eles voltem logo, ou um dia eles voltem. Nota 1000

quinta-feira, 26 de abril de 2007

“Nunca se sábado”



por Alessandra Martins



Quem nunca passou um sábado a noite em casa por falta de opção atrativa – naquele dia em que você não está afim de balada, nem de barzinho, mas todas as alternativas cult da cidade já fecharam as portas - que atire a primeira pedra!Alguns grupos teatrais oferecem propostas de espetáculos em horários não convencionais, mas acabam tendo temporadas curtas e se apresentando em locais de difícil acesso. Porém, aparentemente, as trupes humorísticas da cidade de São Paulo estão tendo sucesso nesta área, com temporadas continuadas e casas sempre cheias, mesmo os que se apresentam em dias de semana e em horários inusitados.

O espetáculo "Nunca se Sábado...", que estreou em 2005, já está em suaterceira temporada, sempre aos sábados à meia-noite, no Teatro Folha. Além de atrair o público por ter sempre participações de novas trupes de comédia(ou seja, o espetáculo nunca é o mesmo) conta também com a presença de convidados externos, que interagem com os comediantes. Após as participações dos atores Caco Ciocler e Mateus Carrieri nas duas últimas apresentações, o projeto receberá, como a celebridade deste sábado, a cantora Negra Li (para quem não lembra... "Um dia eu vou estar à toa e você vai estar na mira..."), e promete boas risadas.

No número certo para os baladeiros de plantão que também curtem um programa mais paulistano, o horário e a localização são atraentes para o público jovem e de meia-idade em geral, e acaba se tornando um ótimo fim ou começo de noite, podendo finalizar um jantar com boas gargalhadas ou animar a galera para um barzinho depois. Em dias em que recebe convidados mais conhecidos, o espetáculo se torna concorrido, portanto aconselho que comprem seus ingressos com antecedência. O Teatro Folha fica dentro do Shopping Pátio Higienópolis, na AvenidaHigienópolis nº618, 3823-2423. A duração do espetáculo é de aproximadamente 70 minutos e é recomendada a partir de 14 anos.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Mensagens Subliminares


por Jonas Souza







A Mensagem Subliminar é dotada de uma arte a mais. A arte da persuasão inconsciente. Ela trabalha com o subconsciente das pessoas. Dá-se o nome de mensagem ou propaganda subliminar toda aquela mensagem que é transmitida em um baixo nível de percepção, tanto auditiva quanto visual. Embora não possamos identificar esta absorção da informação, o nosso subconsciente capta-a e ela é assimilada sem nenhuma barreira consciente, e a aceitamos como se tivéssemos sido hipnotizados. Por definição, subliminares são as mensagens que nos são enviadas dissimuladamente, ocultas, abaixo dos limites da nossa percepção consciente e que vão influenciar nossas escolhas, atitudes, motivar a tomada de decisões posteriores. Subliminares são mensagens que entram na nossa mente de contrabando, como um vírus de computador que fica inerte, latente, e só é ativado na hora certa.




Como surgiu ?
Experimento realizado em Fort Lee, New Jersey - EUA em 1956

Jim Vicary instalou em um cinema de Nova Jersey um segundo projetor especial, taquicógrafo, o qual projetava intermitentemente na tela frases como DRINK COKE e EAT POP CORN. O taquicógrafo pode ser comparado a um tipo de projetor de slides que projeta um único slide na velocidade de 1/3.000 de segundo. No cinema é colocado ao lado do projetor do filme - cuja projeção é ao ritmo de 24 fotogramas por segundo - e fica repetindo a imagem (sobreposta ao filme) a cada cinco segundos para dar a ilusão de movimento. Durante o filme Picnic, com Kim Novac (no Brasil "Férias de Amor"), o segundo projetor emitia um slide com a frase Drink Coke numa velocidade de 1/3.000 de segundo. O slide era projetado sobreposto ao filme, rápido demais para ser percebido conscientemente, mas a repetição do sinal subliminar causava efeitos no subconsciente do público, aumentando as vendas da Coca-Cola em 57,7%.

Segundo Ronnie Cuperfain e Keith Clarke, os resultados seriam otimizados caso fossem imagens, ícones, no lugar de textos verbais. Ambos comprovaram que o emprego de mensagens subliminares projetadas no campo visual esquerdo (direcionadas assim ao hemisfério direito do cérebro) são mais eficazes quando são empregadas imagens. Wilson Brain Key descreve uma técnica de edição de imagem que gera um mosaico de impressões visuais, chamado efeito Mc Luhan ou Perceptual Overload, e cita os comerciais de TV da Coca-Cola, nos quais até quatro tomadas são mostradas em um só frame, mostrando pessoas e cenários diferentes o que satura o consciente que não consegue forçar um sentido, aceitando a cachoeira de imagens inconscientemente. Ora, tal edição em ritmo de vídeo clipe, com muitas tomadas ou cenas por segundo, é um claro exemplo da fórmula proposta: SUBLIMINAR= > Maior quantidade de informação (dividido por) <>

Cérebro

Com o taquiscocópio, provou-se que o cérebro reage à imagens projetadas a uma velocidade de exposição de até 1/3.000 de segundo.

Segundo a Semiótica da Cultura, de V. V. Ivanov, o signo, que possui um significante e um significado, é interpretado pelos dois hemisférios do cerebrais: Significado: hemisfério direito - tempo real e imagens concretas (todo); Significante: hemisfério esquerdo - abstrações e estruturas lógicas (partes).

Exemplo:


terça-feira, 24 de abril de 2007

Cuidado Superman!!!


por Jonas Souza










Super-Homem que se cuide. A kriptonita parece ter deixado de ser coisa de ficção científica depois que foi identificado, em uma mina na Sérvia, um novo mineral que tem características químicas semelhantes às descritas no filme Superman - O Retorno e que foram inventadas pelos criadores do longa-metragem.

De acordo com o filme e as histórias em quadrinhos do herói, a kriptonita absorve os seus superpoderes quando ele é exposto aos grandes cristais verdes do mineral.

A kriptonita de verdade é branca e inofensiva, disse Chris Stanley, do Museu de História Natural de Londres. "Receio que não seja verde e nem brilhe, embora reaja com luz ultravioleta com uma fluorescência laranja rosado.", disse ele.

Fórmula

Pesquisadores do grupo de mineração Rio Tinto descobriram o minério incomum e pediram a ajuda de Stanley quando não conseguiam identificá-lo ao comparar com os materiais conhecidos.

Assim que conseguiu descobrir sua composição, o especialista de Londres ficou chocado ao descobrir que a sua fórmula já constava na literatura - embora a de ficção.

"Na etapa final da minha pesquisa, eu procurei na internet usando a fórmula química do minério e fiquei surpreso ao descobrir que o mesmo nome científico, escrito em uma caixa com uma pedra contendo kriptonita roubada pelo (vilão) Lex Luther de um museu em Superman - O Retorno ."

No rótulo está escrito hidróxido de silicato de sódio lítio boro com flúor. "O novo minério não contém flúor (ao contrário do filme) e é branco ao invés de verde mas, em outros aspectos, a química é semelhante à da rocha que contém criptonita."

O minério é relativamente duro mas tem uma granulação muito fina. Cada cristal individual tem menos de cinco micras de diâmetro (1 micra equivale à milésima parte do milímetro).

Propriedades

Para identificar a estrutura atômica do minério, foram usadas as sofisticadas instalações de análise do Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá e a assistência dos pesquisadores Pamela Whitfield e Yvon Le Page.

"Ao conhecer a estrutura do cristal, os cientistas podem calcular outras propriedades físicas do material, tais como sua elasticidade e propriedades térmicas", explicou Le Page.

"Poder analisar todas as propriedades de um mineral, tanto químicas quanto físicas, abre a porta para confirmar que ele é realmente único." Descobrir que a composição química de um material foi uma cópia exata de uma fórmula inventada para a kriptonita, que é inventada, "foi uma coincidência de uma vez na vida", acrescentou.

O minério não pode ser chamado de kriptonita pelas regras internacionais de nomenclatura porque não tem nada a ver com crípton ou criptônio - um elemento de verdade da Tabela Periódica que tem a forma de gás.

Assim, ele receberá formalmente o nome de jadarita, quando for qualificado no European Journal of Mineralogy ainda neste ano. Jadar é o nome do local onde fica a mina sérvia onde o mineral foi encontrado.

Stanley disse que se os depósitos existirem em quantidade suficiente, o mineral pode ter algum valor comercial. Ele contém boro e lítio e dois elementos valiosos com muitas aplicações.

"Vidros de borosilicato são usados para envolver lixo radioativo processado, e o lítio é usado em baterias e na indústria farmacêutica."